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Lydia Sebastiany

Estudou Belas Artes, Ballet Clássico e Dança Contemporânea. e Em seguida iniciou os estudos em Cerâmica Artística. Hoje, Lydia Sebastiany atua na Casa Lliure, que vai além de um simples atelier, sendo local de encontro entre artistas das mais diversas linguagens. Ali, além de se dedicar ao estudo e á prática da cerâmica, Lydia tem a oportunidade de ampliar os caminhos da sua própria criação.

Nasci na cidade do Rio de Janeiro, envolvida pela Mata Atlântica, junto à Floresta da Tijuca. Lá tive meus primeiros e decisivos contatos com a exuberância da vida, que determinariam minhas escolhas futuras e, de certa forma, a decisão de nunca me separar do que eu mais gostava: a simples apreciação do belo.



Nos primeiros anos de vida morou numa casa construída no séc. XIX junto à Floresta da Tijuca. O primeiro idioma que aprendeu com a mãe foi o inglês e o início de sua formação foi fundamentado na observação da natureza. Árvores seculares, montanhas e potentes nascentes de água Sentir e, sobretudo, entender as plantas, a terra, a água, o céu, as nuvens, foi inspirador.

Aos três anos, frequentou a Escolinha de Arte do Brasil incentivada pela sua mãe que era aluna de Fayga Ostrower. Nesse contexto, entendeu que o caminho da arte seria natural.

Dançar fazia parte. O corpo reagia dessa forma. Foi apresentada ao ballet clássico da escola russa e à música por uma de suas tias-avós. Igualmente aos compositores clássicos e ao aprendizado do piano. Chegou às Belas Artes na UFRJ, bem como aos novos momentos do ballet clássico na escola de Tatiana Leskova.

Acredito que a Arte pode unir e desenvolver a paz entre povos de diferentes culturas. Espero, através do meu trabalho, sempre contribuir nesse sentido.(LS)

Em 1982, aconteceu o encontro com Juliana Carneiro da Cunha. Com ela, o estudo de expressão teatral, no que seria o embrião da Casa de Artes de Laranjeiras. Logo a seguir, num momento inesperado, encontra Angel Vianna. Angel mostrou como seria a jornada. A compreensão da vida através do movimento e tudo que isso envolve. Em 1986 se formou em dança contemporânea e consciência corporal, onde hoje funciona a Faculdade Angel Vianna.

Poucos anos depois, se deu o contato com a argila e a cerâmica, com Ana Malboisson, Conceição Santiago, Tito Tortori e Angela Cantarino, todos do Rio de Janeiro. Mais adiante, com Flávia Santoro, em Cunha/SP, Miguel Molet, na Espanha e Inês Antonini, em Minas Gerais.

Não conseguiam mais entender que a terra guarda e transforma tudo. Bastava ter cuidado bem dela, pisar silenciosamente e, com suavidade, tocar na água com cuidado. Teria sido tão fácil entender tudo sobre esse berço perfeito.(LS)

Em 1990 mudou-se para Petrópolis, cidade serrana do RJ, onde criou os dois filhos, Gregory e Thomas, numa linda casa construída por seu bisavó no Centro Histórico. Ali mesmo nasceu seu atelier. Desde os 16 anos, sem interrupções, ofereceu aulas em desenho, dança, consciência corporal e cerâmica.

Em 2010 convidou Ivo Ferreira para compartilhar o seu atelier e hoje, nesse mesmo ambiente, puderam juntos ampliar suas propostas, unindo talentos e dando ao espaço o nome de Casa Lliure. Em 2012, com Ivo e outros artistas, fundou o grupo Arte Cerâmica em Petrópolis, no sentido de unir, agregar valores e divulgar a complexa e instigante arte da terra e do fogo.